Café da manhã é provavelmente a minha refeição preferida. Primeiro porque faço parte do grupo dos que acordam com o estômago roncando. Segundo porque comida de café da manhã é extremamente variada (já perceberam como o que se come pela manhã varia radicalmente de um país pra outro?). Só tem uma refeição ainda melhor do que essa: brunch. A ideia de juntar o café da manhã com o almoço (o nome vem da junção de breakfast com lunch) é pra mim genial. As opções de pratos aumentam ainda mais e, como brunchs acontecem no final da manhã, minha fome está ainda maior e o prazer de comer se intensifica.

Nos brunchs tradicionais (onívoros) a presença de ovos, embutidos e queijo é obrigatória, fazendo com que muitos pensem que essa refeição não faz parte do mundo dos veganos. Mas cá estou eu pra provar que isso está longe de ser verdade e que com um pouco de criatividade é possível criar um brunch delicioso totalmente vegetal.

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Na hora de compor o cardápio misture pratos do café da manhã com alguns pratos (leves) de almoço. É importante que as receitas escolhidas se harmonizem e o resultado final não deve ser muito pesado. O brunch de domingo é uma tradição aqui em casa e gosto de fazer pratos saborosos, mas sem muita complicação. Também adoro servir brunchs pros amigos no meu restaurante ocasional e nesses eventos a comida é mais caprichada. Por isso vou dar duas fórmulas de brunch, uma básica e outra elaborada (pras ocasiões especiais).

Brunch vegano básico

Um bom pão + uma proteína vegetal + uma pasta/patê + um vegetal cru + uma bebida quente ou fria. Pra fazer um brunch sem glúten, troco o pão por batata salteada com cebola. Alguns exemplos de menus que seguem essa fórmula:

-Pão, bolinho de feijão preto com aveia, guacamole, salada verde e café/chá/suco.

-Pão, assado de lentilha, cogumelo com creme, broto de alfafa e café/chá/suco.

-Pão, tofu mexido, espinafre com creme, salada de tomate e café/chá/suco.

-Batata salteada com cebola, tofu mexido , muta’abal, salada crua e café/chá/suco.

É importante servir algo cremoso pra acompanhar o pão/batata, por isso um patê ou um legume preparado com molho (espinafre com creme, por exemplo) é essencial. Lembrem que algumas receitas têm função dupla. Hummus, por exemplo, é uma proteína e ao mesmo tempo uma pasta pra passar no pão. Se quiser terminar o brunch com uma nota doce, frutas frescas cortadas são ideais. Geleia (como essa aqui), pra quem gosta, também pode ser servida aqui. Você também pode oferecer um leite vegetal pra acompanhar o café ou chá.

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Brunch vegano caprichado

Um bom pão + uma pasta/patê + um prato quente + uma salada crua/cozida + um prato doce + uma bebida quente + um suco fresco.

-Pão, queijo de castanha fermentado, omelete de grão de bico, salada de macarrão com brócolis e pesto, prato doce, bebidas.

-Pão, tapenade, crepes recheados com creme de tofu, castanha e espinafre, salada de batata de Lila, prato doce, bebidas.

-Pão, hummus, quiche de abobrinha, pimentão vermelho e tomate seco, panzanella, prato doce, bebidas.

-Pão, creme de feijão branco com alho e alecrim, panqueca de batata alemã com compota de maçã, salada morna de cogumelo e milho, prato doce, bebidas.

-Pão, muhammara, tourte de cogumelo e espinafre, salada de feijão e manga, prato doce, bebidas.

-Crackers de linhaça e aveia, patê de tofu, tomate seco e ervas, gratin de batata e cogumelo, salada de beterraba com nozes, prato doce, bebidas.

Em matéria de ‘pratos doces’ sugiro que vocês sirvam algo que apareceria na mesa do café da manhã e não algo da categoria ‘sobremesas’. Se o clima estiver quente, saladas de frutas frescas são perfeitas pra finalizar o brunch (ou simplesmente frutas frescas cortadas). Se quiser uma receita com frutas mais original, minha salada de frutas cítricas com tâmaras e hortelã é linda e refrescante e esse crumbre de pêssego é minha sobremesa peferida. Se o clima estiver frio, aposte em um bolo simples ou muffins, mas nada açucarado demais nem recheado. Por exemplo: bolo de melado e especiarias, bolo de cenoura e coco, muffins de limão e semente de papoula ou pancakes de banana e coco. Ou, pra diminuir o trabalho na cozinha, um pão doce especial ou uns biscoitinhos integrais comprados prontos quebram o galho.

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Alguns extras que podem aparecer no seu brunch: azeitonas e outros legumes marinados, pães recheados, geleias, compotas de frutas, chocolate quente, vitaminas ou smoothies… Tem quem goste de servir um coquetel alcoolizado (mas leve) com o brunch e se essa é a sua praia, vá em frente. E lembrem que pra quem não consume glúten, é fácil trocar o pão por batatas salteadas por ou um cracker sem glúten (além de escolher patês, pratos quentes e saladas sem o danado, claro).

Você não é obrigado a servir todos os pratos que sugeri, a ideia é servir de guia e inspirar vocês. Se você servir pão com hummus, café e um pedaço de melancia garanto a polícia do brunch não vai bater na sua porta e acabar com o evento.

Roteiro prático

Agora algumas dicas de ordem prática. Brunch é geralmente servido entre as 11h e 14h (ou 10h-13h, se você é do tipo que acorda cedo), então se você não quiser acordar de madrugada pra preparar todos os pratos, é melhor começar a cozinhar no dia anterior. Então a dica mais importante aqui é: prepare o maior número de pratos na véspera.

Se eu estiver servindo um prato quente, sempre escolho algo que possa ser preparados na véspera e aquecido antes de servir, como quiches, panquecas (incluindo a de batata), tortas salgadas, gratins, assados e burguers. A massa do omelete de grão de bico pode ser preparada na véspera e descansar uma noite na geladeira. Na manhã seguinte cozinhe os omeletes e mantenha aquecido (em forno baixinho, coberto) até o momento de servir.

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Então aqui vai um mini guia pra te ajudar a preparar o seu brunch sem estresse e sem precisar acordar antes da aurora.

Na véspera:

-Prepare o patê/pasta que for servir (alguns patês podem até ser preparados dois dias antes). A única exceção aqui é o muta’abal, que dever ser preparado minutos antes de servir.

-Prepare ou compre pão, crackers, torradinhas, biscoitos, bolos e muffins.

-Faça o prato quente, se estiver servindo um, e as saladas cozidas (saladas de macarrão, feijão, batata…) e guarde na geladeira. A maioria das saladas cozidas fica ainda melhor depois de marinar um pouco no frio, mas se estiver usando ervas frescas e/ou oleaginosas tostadas na receita, acrescente esses ingredientes minutos antes de servir (o sabor será bem melhor).

-À noite arrume a casa, ou o lugar onde for servir o brunch, e antes de dormir prepare a mesa onde for ele será servido : toalha, pratos, talheres, copos, guardanapos…

No dia:

-Assim que acordar coma algo leve (uma fruta, por exemplo) pois você vai esperar algumas horas antes de começar a degustar seus quitutes e vai precisar de energia pra terminar os preparativos. E se você for como eu, uma xícara de café ou chá vai te ajudar a acordar.

-Prepare o molho e os legumes da salada crua e mantenha tudo na geladeira até o momento de servir. Mas atenção: só misture os dois (molho + salada) minutos antes de servir. Se estiver servindo uma salada de frutas prepare a salada e guarde na geladeira. Caso esteja servindo frutas frescas cortadas, corte tudo e coloque na travessa/bandeja em que for servir e cubra com um pano (pra proteger dos insetos).

-Se estiver servindo suco fresco, faça o suco e guarde na geladeira na jarra em que for servir.

-Entre meia hora e uma hora antes do início do brunch (dependendo da temperatura da sua cidade), retire o patê/pasta e a salada cozida da geladeira pra que fiquem em temperatura ambiente. Faça a mesma coisa com o prato quente pronto (assim ele precisará de menos tempo na hora de requentar).

-Termine de arrumar a mesa: arrume pães, bolachas, bolos, frutas, geleias, saladas cozidas, saladas cruas (chegou o momento de mistura-las com o molho)…

- Agora vá tomar banho e se preparar pra receber seus convidados.

-Minutos antes do início do brunch prepare as bebidas quentes. Transfira o café pra uma garrafa térmica e mantenha o chá em uma chaleira (as de louça e cerâmica mantêm o calor por mais tempo que as de metal). Se estiver servindo chocolate quente, coloque em um bule que poderá ser levado ao fogo, se precisar esquenta-lo novamente. Coloque todas as bebidas, quentes e frias, sobre a mesa. A essa altura a mesa deve estar completamente posta, como todas as comidas que serão servidas (menos o prato quente).

-Quando os primeiros convidados chegarem coloque o prato quente (que estará em temperatura ambiente) no forno pra requentar. Eu gosto de receber meus convidados com um suco ou um café/chá, assim eles não ficam com as mãos vazias enquanto esperam o brunch terminar de ficar pronto e os outros convidados chegarem.

-Quando todos os seus convidados estiverem presentes coloque o prato quente sobre a mesa (que a essa altura já deve estar quente novamente) e convide todos a se servir. Agora é só relaxar e aproveitar a comida gostosa e a companhia dos amigos.

Esse roteiro é muito útil se você estiver servindo um brunch caprichado pra um número importante de amigos, mas meus brunchs dominicais a dois não precisam de todo esse preparo, claro.

brunch vegano palestino

Mas seja o seu próximo brunch um evento íntimo degustado no aconchego do seu pijama, ou um evento pra muitos amigos, espero que esse post tenha sido útil e inspirador. E espero também ter convencido os céticos de que é totalmente possível degustar um delicioso brunch 100% vegetal.

E um pequeno bônus: as últimas fotos desse artigo mostram dois brunchs tradicionais palestinos (que eles chamam de ‘café da manhã’, mas que é servido depois das 11h e é composto de pratos robustos, então pra mim é brunch!). Na primeira foto (feita no meu restaurante preferido aqui): hummus, muta’abal, tomate cozido com cebola (‘kalayat bandora’), salada crua, azeitonas e pão semi-integral. Na segunda foto (feita em um restaurante em Jerusalém): hummus, salada crua, tomate cozido com cebola, ful (pasta de feijão), falafel, picles, molho de pimenta e pão pita. brunch vegano palestino2

A dica do Guia Papacapim de alimentação saudável desse mês é “Faça do feijão uma presença obrigatória no seu cardápio diário”, por isso decidi postar mais receitas que incluam leguminosas por aqui durante as próximas semanas. Não que o blog não esteja recheado de receitas com feijões, grão de bico e lentilha, basta espiar a página ‘Receitas’ pra se dar conta disso, mas acho essa categoria de alimentos tão essencial que estou sempre procurando maneiras criativas de prepara-los pra que eles apareçam ainda mais na minha mesa.

Dentre as leguminosas a lentilha é provavelmente a mais prática, pois não precisa ficar de molho antes de ser preparada e não precisa da panela de pressão pra cozinhar. Eu sempre fui fã de lentilha, mas desde que me tornei vegana e, principalmente, desde que me mudei pra Palestina, meu consumo de lentilha quadruplicou. Conheço muitas famílias no campo que comem lentilha com muito mais frequência do que carne, pois o quilo da carne vermelha aqui custa em torno de 35 reais, enquanto um quilo de lentilha custa 4 reais. Por aqui a lentilha é chamada de ‘a carne do pobre’ e isso sempre me faz pensar no mito de que ser vegetariano é mais caro, o que tanta gente repete por aí…

Muitas luas atrás preparei um prato (de inspiração holandesa) com repolho roxo, maçã e vinho tinto. Achei o prato gostoso, mas como ele não fez muito sucesso com a outra moradora daqui de casa, nunca repeti a receita. Porém fiz a seguinte anotação mental: repolho e maçã cozidos + uma ponta de acidez = ótima ideia. Precisei de alguns anos pra utilizar a combinação novamente, mas essa salada de lentilha ficou tão boa que fiquei um pouco aborrecida comigo mesma por não ter colocado a ideia em prática mais cedo.

Essa salada usa ingredientes simples, mas o que a torna realmente especial é a quantidade ligeiramente elevada de vinagre. Por isso é extremamente importante usar um vinagre de boa qualidade aqui. Ela consegue misturar os sabores doce, salgado e ácido de maneira harmoniosa e foi um sucesso imediato com as minhas papilas. Mas um aviso: se agridoce não é a sua praia, talvez essa receita não seja pra você. Mas dessa vez todos os habitantes da minha casa aprovaram o prato…

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Salada agridoce de lentilha, repolho roxo e maçã (vegana, sem glúten)

1/2x (120g) de lentilha crua

1-2 folhas de louro

1 1/2x  (120g) de repolho roxo, cortado em fatias finíssimas

1 cebola, picada

1 maçã, picada em cubos médios (com a casca)

2-3 dentes de alho, amassados/ralados

1cs de passas

4cs de azeite

3cs de vinagre de maçã ou vinho (de boa qualidade)

Sal (de preferência esse sal com salsão) e pimenta do reino a gosto

2cs de cebolinha verde picada (só o verde, opcional)

Em uma panela média cubra a lentilha com 3x de água fria. Junte as folhas de louro, sal (uso aproximadamente 1/2cc rasa) e leve ao fogo alto. Quando começar a ferver baixe o fogo e deixe cozinhar semi-coberto até a lentilha ficar macia, mas ainda al dente. Cuidado pra não cozinhar demais, senão a lentilha vai se desintegrar na salada. Escorra (descarte as folhas de louro) e reserve.

Enquanto a lentilha cozinha, prepare o resto dos ingredientes da salada. Em uma frigideira grande e funda aqueça 1cs de azeite e doure a cebola. Junte a maçã e o alho e cozinhe 2 minutos em fogo alto, mexendo uma ou duas vezes, pra que a maçã comece a dourar. Junte o repolho, baixe o fogo e cozinhe coberto até a maçã amolecer um pouco.

Quando a maçã e o repolho estiverem macios junte as passas, tempere com sal com salsão (ou sal comum), uma pitada generosa de pimenta do reino, regue tudo com 2cs de vinagre e cubra a frigideira (o vapor do vinagre vai irritar os seus olhos, então se afaste um pouco). Espere o vinagre evaporar completamente (alguns segundos são suficientes) e desligue o fogo.

Despeje a lentilha cozida e escorrida na frigideira, regue com 3cs de azeite, mais 1cs de vinagre e misture bem. Prove e corrija o sal e a pimenta do reino, se achar necessário. O sabor deve ser ligeiramente ácido, mas não muito, e bem marcante, então ajuste o tempero de acordo com o seu gosto. Polvilhe com a cebolinha picada, se estiver usando, e sirva a salada ainda morna. Rende 2 porções como prato principal ou 4 porções como acompanhamento.

 

Desde que contei que estava indo embora daqui várias pessoas escreveram (nos comentários, via email e na página Facebook do blog) perguntado pra onde eu estava me mudando. Como parece que o interesse de vocês é grande (não estou reclamando, juro! Fico é tocada em saber que tanta gente se interessa pela minha pessoa) achei que deveria esclarecer essa questão com um post.

Eu sei pra onde quero me mudar, mas como preciso de mais de um visto pra ir pra lá e o processo é mais difícil do que imaginei, decidi não contar nada até o momento em que eu colocar os pés no meu novo lar. Não me levem a mal, queridos leitores, não é nada pessoal. Eu sempre fui assim: se não tenho certeza de algo, acho melhor guardar segredo até a coisa se confirmar. E como essa nova etapa da minha vida só começará em setembro, vocês terão que esperar um pouco. Mas garanto que assim que soltar as malas na minha futura casa correrei pro computador pra contar tudo pra vocês.

varanda sitiomeu prato preferido

E daqui pra lá muitas coisas vão acontecer. Deixo Belém (Palestina) no final de junho e passarei dois meses inteirinhos no Brasil, matando a saudade da família, comendo todo o estoque de macaxeira do estado e bebendo toda a água de coco que couber no meu estômago. E, como não podia deixar de ser, participando de alguns eventos bacanas em Natal e, se tudo der certo, em Recife. Quem estiver por essas cidades entre os meses de julho e agosto vai poder me ver falando sobre a Palestina e veganismo. Espero sinceramente poder conhecer alguns de vocês durante as férias.

Agora que a situação foi esclarecida e algumas notícias foram dadas, vou voltar pra minha atividade dominical preferida: sentir saudade da minha família. Estou contando os dias pra chegar em casa e passar as tardes dentro de uma rede, comer o feijão e a tapioca da minha mama, encher o prato de macaxeira, maxixe e jerimum de leite, passear com os meus sobrinhos, conversar com os meus irmãos e passar os dias entre beijos, abraços, gargalhadas e uma ou outra lágrima (como diz minha irmã Edna, acontece nas melhores famílias de Londres). E, mais do que qualquer outra coisa, matar a saudade dos meus irmãos caçulas, que são tão essenciais pra mim quanto o ar que eu respiro e sem os quais minha vida perderia as cores.

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Sinto que durante as semanas que virão meus posts continuarão curtos e menos frequentes. Como expliquei, deixarei Belém (Palestina) em breve e estou no meio do longo processo de mudança que envolve não somente empacotar e dar destinos aos nossos pertences, mas também terminar coisas que comecei tempos atrás (como a minha participação no projeto no campo de refugiados), preparar as próximas etapas e, o mais difícil, me despedir dos amigos e do lugar que foi meu lar durante os últimos cinco anos.

Então como tenho pouco tempo por aqui, irei direto ao ponto. De vez em quando sinto falta de iogurte. Os iogurtes de soja que provei no Brasil me deixaram extremamente decepcionada (doces demais, artificiais demais) e embora eu tenha provado alguns iogurtes veganos muito bons na Europa, ainda acho que a lista de ingredientes é longa demais pra entrar na minha cozinha regularmente. E como não tem iogurte vegano pra vender por aqui então sempre pensei em fazer o meu em casa. Percebi que sinto mais falta da textura cremosa do que do sabor, então fiquei muito feliz quando criei, acidentalmente, algo que consegue reproduzir a voluptuosidade dos iogurtes espessos que eu adorava.

Eu estava fazendo uma vitamina de banana e morango, a minha preferida, quando decidi aumentar a quantidade de fibra/proteína/gordura boa da receita juntando um pouco de abacate. O abacate deixou a mistura mais espessa e incrivelmente cremosa, sem alterar o sabor. Foi quando nasceu esse ‘quase iogurte’. Claro que o ‘quase’ significa que essa receita não é fermentada, a característica principal do iogurte (ainda estou tentando fermentar o meu leite de amêndoas pra fazer um iogurte de verdade um dia), mas a textura é exatamente o que eu estava procurando e lembra bastante aqueles ‘chambinhos’ que as crianças (e adultos) tanto gostam. O sabor (quando feito com leite de amêndoas) também parece com o danado do chambinho, mas faz tanto tempo que comi isso que não acho bom contarem com a minha memória gustativa aqui.

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Quase iogurte de morango (vegano, sem glúten, sem açúcar)

A tâmara entra nessa receita pra aumentar a doçura, mas eu quase nunca uso. Você pode deixa-la de fora (principalmente se estiver planejando consumir esse iogurte com granola, que já é doce) ou substitui-la por 1cs de passas ou usar o adoçante natural que preferir.

1 banana congelada

1x de morangos picados (congelados ou frescos)

1/3x de abacate amassado

3/4x de leite vegetal  (uso meu leite de amêndoas)

1 tâmara (opcional)

1cs de chia (opcional)

Coloque a banana, o morango, o abacate, o leite vegetal e a tâmara, se estiver usando (não esqueça de retirar o caroço antes) no liquidificador e triture até ficar cremoso e homogêneo. Sirva polvilhado com as sementes de chia e deguste imediatamente. Rende uma porção grande (550ml).