Faz tanto tempo que não escrevo um post da série ‘Como preparar…’ que acredito que o pessoal que chegou aqui há pouco tempo nem sabe que essa série existe. Um episódio que aconteceu no início de 2011 me mostrou, mais uma vez, que a maioria das pessoas que conheço não tem a menor ideia de como preparar legumes. Por isso resolvi escrever artigos explicando como preparar vegetais da maneira mais simples e saborosa possível. Desde então expliquei como preparar vários legumes, mas também quinoa, chia, missô, como fazer uma salada-refeição, como fermentar legumes e muito mais. Clique na página ‘Receitas‘ pra ver a lista completa de posts dessa categoria.

E o coming back hoje será em grande estilo. Não sei se a moda já chegou no Brasil, mas aqui na Europa (e nos EUA) já faz alguns anos que só se fala em kale. Essa folha humilde, cultivada há mais de 2 mil anos e que até o final da idade média era um dos legumes mais consumidos na Europa, estava fora de moda. Kale é um tipo de couve, membro da família das brássicas (a mesma do brócolis, couve-manteiga, repolho, couve-flor, couve de Bruxelas), que é provavelmente a turma de vegetais menos popular de todas. Por isso ele foi esnobado e trocado por verduras mais sexys e que agradam mais facilmente os paladares de hoje. Mas agora ele voltou com força total e é o vegetal mais in do momento.

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Por que esse burburinho todo ao redor do kale agora? Porque descobriram que ele é um dos alimentos mais ricos em nutrientes de todos. A comparação aqui é feita baseada na quantidade de nutrientes oferecidos por caloria e esse valor é realmente impressionante. Kale oferece mais proteínas do que qualquer outra verdura. Ele também tem ferro (caloria por caloria, ele tem mais ferro do que carne vermelha), cálcio, ômega 3 (!!!!) e muitas vitaminas. Uma xícara de kale cru oferece mais de 200% da vitamina A que necessitamos num dia,  mais de 130% da vitamina C e quase 700% da vitamina K! Essa última informação é muito importante, já que a vitamina K é essencial no processo de coagulação do sangue, é importante no desenvolvimento do esqueleto, na manutenção dos ossos e também no crescimento celular.

Se você está pensando que precisa urgentemente incluir kale na sua dieta, mas, droga!, essa hortaliça não é vendida na sua cidade, não precisa se aborrecer. Nossa couve-manteiga, aquelas folhas grandes que gostamos de refogar e servir acompanhando a feijoada, também é um boa fonte de proteínas, minerais, vitamina C e K. Faz sentido, pois como expliquei no início do texto o kale nada mais é do que um tipo de couve mais fina e frisada. Embora o kale seja realmente mais rico em nutrientes do que nossa couve (que, não custa repetir, também é uma bomba de nutrientes!), a verdadeira diferença entre os dois é gastronômica. Kale, já mencionei, tem folhas mais finas e o sabor é mais suave do que a nossa couve.

Na hora de escolher kale na feira e guardá-lo em casa, as dicas são as mesmas da couve. Escolha folhas de um verde escuro e vivo (evite as amareladas) e bem crocantes. Se as folhas estiverem moles e não fizerem mais barulho quando amassadas, elas não estão mais frescas e já perderam suas vitaminas. Pra conservar as folhas, e preservar as vitaminas por mais tempo, aqui vai uma dica que aprendi com a minha mãe: lave bem e envolva as folhas ainda molhadas em um pano de prato grande o suficiente pra cobri-las totalmente. Guarde dentro de uma vasilha de plástico tampada na geladeira. Guardadas assim as folhas se conservam uma semana.

E justamente por ter folhas mais finas o kale é uma delícia cru. O que faz muito sentido se você quiser aproveitar plenamente a vitamina C que ele oferece. Essa vitamina é muito sensível e não gosta de calor. Dependendo do método de cozimento (calor intenso ou moderado) boa parte da vitamina C presente no alimento é destruída. E como aqui na Inglaterra não tenho acesso à muitas frutas frescas nessa estação, o kale que trago da feira orgânica está sendo minha principal fonte de vitamina C no momento, logo quero aproveitá-la ao máximo.

Acredito que devemos a volta do kale à comunidade crudívora, por isso atualmente a maneira mais popular de prepará-lo é massageado, uma técnica muito usada nesse tipo de culinária. Mas kale pode ser preparado exatamente como couve: refogado, no vapor… (Veja como preparar couve aqui)

Adoro colocar essas folhas em sopas e feijões. Nesse caso acrescento o kale picadinho cru diretamente no prato onde será servido a refeição e despejo a mistura quente por cima. O calor da sopa/feijão é suficiente pra deixar as folhas tenras, mas preservando os nutrientes.

Kale massageado

Lave bem as folhas e retire os talos. Eles são comestíveis, mas com são bem duros não são muito bem-vindos em saladas. Guarde os talos e use (picado) em sopas, feijão ou em sucos. Pra retirar os talos basta segurar a folha na vertical, com o final do talo pra cima. Use a mão esquerda, se você for destra/o. Com sua mão livre passar uma faca amolada bem rente ao talo, de cima pra baixo, separando a folha. Repita do outro lado, cortando a segunda metade da folha. Você também pode usar as mãos pra fazer isso.

Corte as folhas (agora sem talo) em pedaços pequenos. Mais uma vez você pode usar as mãos aqui pra rasgar as folhas. Salpique uma pitada generosa de sal sobre as folhas picadas, mais um fio de suco de limão. O sal e o limão vão ajudar a quebrar um pouco as moléculas do kale e deixá-lo mais macio. Use as mãos pra massagear as folhas até elas reduzirem de volume e adquirirem um aspecto de cozidas (veja as fotos abaixo).

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 Seu kale está pronto pra entrar em qualquer salada crua que você quiser. Não esqueça de acrescentar um fonte de gordura boa (azeite, óleo de linhaça, abacate) na salada, pra que todos os nutrientes sejam absorvidos pelo organismo (muitos nutrientes são lipossolúveis) e pro sabor ficar mais agradável.

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Salada verde com kale massageado, alface e brotos de alfafa

Se o sabor do kale parece forte demais pra você, aconselho misturá-lo com outras folhas de sabor suave. Nessa salada usei metade kale massageado, metade alface verde e roxa e um punhado de brotos de alfafa + minha vinagrete preferida. Opcional: toste sementes de gergelim e salpique sobre sua salada na hora de servir.

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Kale massageado com laranja e sementes de girassol

Esse é o tipo de salada de kale que faço com mais frequência. Adoro incluir frutas frescas e sementes nas minhas saladas e acho que um pouco de doçura natural é tudo o que você precisa pra deixar o sabor forte do kale mais palatável.

Faça o kale massageado como explicado na receita acima. Misture com pedaços de laranja. Aprenda e cortar a casca da laranja, e qualquer outra fruta cítrica, nesse post (que também conta uma história muito emocionante) e sementes de girassol ligeiramente tostadas (em um frigideira seca, por cerca de 30 segundos). Também uso minha vinagrete preferida aqui, mas você pode temperar a salada simplesmente com azeite e vinagre balsâmico, se quiser.

-Variações: substitua a laranja por maçã, pera ou abacate em cubos. Substitua as sementes de girassol por gergelim, sementes de abóbora, nozes, castanha do Pará ou amêndoas. Você também pode usar esse molho de tahine, que deixa a salada ainda mais especial.

Mais uma vez eu tive que ir na página ‘Sobre‘ e modificar o lugar de onde esse blog está sendo escrito. Cheguei em Londres dez dias atrás e estou me acostumando com essa cidade que adoro e que até então só tinha me acolhido como turista. Levo um tempo enorme pra pagar as compras, pois me atrapalho com as danadas dessas moedas (as formas variam e parece que o tamanho é inversamente proporcional ao valor, o que pra mim não faz muito sentido). Me sinto um pouco desorientada andando pelas ruas e por causa da mão inglesa nunca tenho certeza de que lado virão os carros. Tenho que ler o que está escrito no asfalto (‘look left’ ou ‘look right’) sempre que vou atravessar a rua.

Mas tem um parque a dois minutos da minha casa, uma feira no sábado e outra (orgânica) no domingo no meu bairro e duas lojas de produtos orgânicos pertinho da minha rua, recheadas de delícias veganas, onde os vendedores já me reconhecem. Dei a sorte de morar bem no meio da área onde boa parte dos cafés e restaurantes veganos da cidade se concentram. E, pra melhorar ainda mais as coisas, estou morando com uma moça que é chef vegana crudívora e que além de ser uma simpatia só fabrica kefir de água e kombucha (e divide comigo!), vai me emprestar esse livro e traz brownie (vegano, crudívoro e feito pela própria) pra mim. Eu não podia ter escolhido um lugar melhor pra estar.

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Mais de um ano atrás escrevi esse post falando sobre o conceito de casa, o meu percurso atípico e uma pergunta que me fazem com bastante frequência e que sempre cria desconforto do meu lado. Deixei Bruxelas, o meu último domicílio fixo, em outubro do ano passado e desde então passei pela Itália, Palestina, França, Brasil e Inglaterra. Então nos últimos meses a pergunta que mais me fazem mudou e esse novo diálogo passou a ser repetido constantemente nas conversas com familiares, amigos e pessoas que encontro por aí:

 -Você mora onde?

-(eu) Em lugar nenhum. Estou de passagem.

-Há, há, há! Mas falando sério, onde você mora?

-(eu) Não moro. (Às vezes me sinto tentada a responder: “Na Terra.”)

-Como assim? Onde é a sua casa?

-(eu) Não tenho casa no momento.

-Mas você vai se mudar pra algum lugar, não vai? Vai ter uma casa um dia, não? Onde vai ser sua casa?

-(eu) Não sei ainda.

E a coisa continua por mais alguns minutos, durante os quais eu tento convencer a pessoa na minha frente de que não, não estou brincando e que sim, é possível não morar em canto nenhum e que no momento sou nômade.  Então a conversa termina com a pessoa declarando, de maneira mais ou menos explícita, que eu sou bem louca e que ela nunca poderia viver desse jeito. Ser chamada de louca não me ofende, mas a última parte me irrita bastante, embora eu tente dar uma resposta educada. Por que as pessoas sentem necessidade de me informar que não poderiam viver da maneira que vivo, como se eu esperasse isso delas, é pra mim um mistério.

(“Você é vegana? Eu nunca poderia deixar de comer carne/queijo!” Sem problemas, ainda podemos ser amigos. “Você é lésbica? Eu nunca poderia namorar uma mulher!” Não se preocupe, tenho certeza que tem homens héteros interessantes por aí. “Você tem uma relação aberta? Isso nunca daria certo pra mim!” Tudo bem, cada um procura o modelo de relacionamento que funciona melhor pra si.)

Então seguindo a tendência que o pessoal tem de explicar que o que funciona pra você não funcionaria de maneira alguma pra eles (EXATAMENTE!!!!), agora comecei a escutar o tempo todo: “Eu nunca poderia viver sem ter um cantinho pra chamar de meu.”

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Embora eu ache que tem muitas maneiras possíveis de viver, e o fato de escolher uma não significa que acho as outras inferiores, a verdade é que essa vida de nômade não é a que mais me agrada. É a ideal no momento atual, mas não gostaria que fosse assim por muito tempo. Eu não gosto de ficar trocando de cama o tempo todo e preciso de um espaço meu pra me sentir emocionalmente equilibrada. E quem acompanha esse blog há tempos percebeu que as receitas não aparecem mais com a frequência de antes. Culpa de viver pulando de casa em casa, sem poder carregar o meu material de trabalho comigo. A vida de cozinheira itinerante também me fez descobrir algo óbvio: a inspiração aparece com menos frequência quando estou constantemente preocupada em encontrar o meu próximo teto. Apesar da minha vontade de guardar as malas no armário, comprar lençóis de algodão egípcio com  dois mil fios (se é que isso existe) e ter um jardim onde plantar manjericão e alecrim, vou continuar na estrada durante um tempo.

Pra quem ficou curioso sobre o que está acontecendo do lado de cá da tela no momento aqui vão algumas notícias. Ficarei em Londres durante os próximos seis meses, trabalhando com culinária vegetal e aprendendo a contar moedas de libras. Estou atualmente procurando emprego em um dos maravilhosos restaurantes veganos da cidade e também vou cozinhar em ‘supper clubs’ e outros eventos independentes (sexta participo do primeiro!), além de continuar oferecendo oficinas de culinária. Leitores que moram em Londres, se vocês quiserem participar de uma oficina de culinária ou quiserem que eu cozinhe em algum evento, é só me escrever. Aliás, mandem sinal de fumaça através dos comentários ou via email pois eu ficaria bem feliz em encontrar vocês pra tomar um chá e trocar ideias.

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Cenas dos próximos capítulos desse blog. O Papacapim acaba de completar cinco anos e pra comemorar a data em breve aparecerá aqui uma série de posts muito especial, que vem tomando forma no meu coração há quase dois anos. Também pretendo aproveitar esses seis meses aqui pra provar todas as delícias veganas que a cidade tem pra oferecer e fazer uma versão atualizada e bem mais completa do Guia Vegano de Londres. E vou publicar muitas receitas, claro, incluindo o agora famoso brownie vegano e crudívoro da minha nova amiga. Muitas pessoas queridas aparecerão por aqui, vai ter muita comida saborosa, dicas de nutrição e vida vegana e algumas surpresas.

Então enquanto eu estiver puxando uma mala, sem domicílio fixo, sem cama que seja só minha e sem jardim pra plantar manjericão, a minha casa vai ser o blog.

 *Sobre a comida que apareceu nesse post: a torta é de manga e coco (crudívora) e as duas fotos que aparecem depois são de cafés da manhã típicos daqui, só que em versão vegana (com cogumelos, panqueca de batata, salsicha vegana, espinafre, tomates grelhados, pão torrado e os tradicionais ‘baked beans’- feijão branco em um molho de tomate ligeiramente adocicado).IMG_20150317_225832

Nem sei porque chamo o tempo que passo no Brasil de férias, pois sempre dou um jeito de trabalhar quando estou por lá. Mas imaginando que cabe um pouco de trabalho durante as férias, especialmente o tipo de trabalho feliz que faço, vou continuar chamando de férias. Acho que dessa vez a viagem a Natal foi ainda menos repousante porque passei várias semanas ocupada preparando a próxima etapa: Londres.

Mudei novamente de residência (e de continente) alguns dias atrás e estou escrevendo esse post sentadinha em um café vegano no leste de Londres. Mas antes de começar a escrever sobre esse novo capítulo da minha vida, quero compartilhar alguns momentos, descobertas que fiz e delícias que provei durante a viagem, na esperança de fazer durar um pouquinho mais os sabores dos trópicos, que ainda estão bem vivos na minha memória.

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Um coisa que descobri e que me deixou extremamente feliz foi que chia se tornou muito mais em conta de um ano pra cá. Em Natal encontrei chia por 24 reais/kg no Empório Papa Capim (não, a loja não é minha). E em Recife a chia estava pela metade do preço! No Empório Pura Vida ela sai por 12 reais/kg. Quase não acreditei! Lembro que quando comecei a comprar chia no Brasil ela custava 120 reais/kg nos supermercados. (Atenção: os supermercados da cidade ainda vendem chia a preço de ouro! Evite comprar lá.)

Ela é um dos alimentos mais interessantes que conheço e é uma maneira rápida e prática de aumentar a quantidade de proteína (completa!), fibras e ômega 3 da sua dieta. Por isso ela é um coringa na alimentação dos veganos/vegetarianos e foi uma mão na roda quando eu estava na estrada. Ela é fácil de ser transportada e você pode colocá-la na vitamina ou na sua aveia dormida, como já expliquei aqui no blog. Mas existem maneiras ainda mais simples de consumi-las: por cima de frutas frescas picadas/amassadas (mamão e banana, por exemplo), no cuscuz (salpique as semente diretamente no seu prato, não precisa hidratar antes, basta acompanhar a refeição de uma quantidade razoável de líquido) e no açaí. Esse último, coberto com banana e muita chia, se transforma em refeição de emergência quando você está em algum ponto remoto do litoral e não tem absolutamente nada de vegano no cardápio dos restaurantes.

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Também descobri que bolo de macaxeira, um dos meus preferidos e que eu tinha dado adeus desde que me tornei vegana, pode ser facilmente veganizado. O resultado é delicioso e o bolo também pode ser preparado sem glúten. Infelizmente não posso dividir a receita com vocês ainda. Uma moça fez esse bolo pra mim, no interior do RN, e embora ela tenha me passado a receita não consegui os mesmos resultados quando fiz em casa. Na próxima vez que eu for visitar a família no interior vou acampar na cozinha da moça e só saio de lá quando tiver presenciado a fabricação do bolo pra ver qual é o segredo.

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O piquenique Papacapim foi lindo. A berinjela de dona Laura, preparada pela própria, foi um sucesso absoluto. Descobri muitas delícias trazidas pelos amigos e leitores e conheci gente muito bacana. Também acabei dando uma palestra improvisada sobre a ocupação israelense na Palestina pra uma médica vinda de um país cujo nome eu esqueci. Alguns saguins compareceram e voltaram pras suas árvores indignados. Algumas pessoas também. E discuti longamente com meus amigos do Coletivo Abolicionista (que me convidaram pra fazer essa palestra) sobre o paradoxo do veganismo em Israel (um dia escrevo um artigo sobre o assunto). Uma tarde e tanto!

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Eu não podia esquecer o encontro, em Recife, com uma das pessoas que mais admiro no terreno do veganismo: o dr Eric Slywitch. Fiquei tão emocionada que quase não consigo conversar com ele. Praticamente tudo que sei sobre nutrição vegana eu devo a ele. Foi uma honra imensa fazer uma demonstração culinária durante o curso que ele ministrou na cidade (‘Emagreça sem dúvida’). Aprendi tanto que voltei pra Natal e compartilhei os conhecimentos recém-adquiridos com membros da família que querem perder peso. Foi muita informação valiosa e recomendo demais todos os livros do dr Eric. Falando nele, vocês conhecem a série de vídeos ‘Alimentação vegetariana sem dúvida?”. Toda semana ele publica um vídeo novo aqui. Imperdível!

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E antes de encerrar esse post, e encarar o frio do inverno londrino no caminho de casa, queria agradecer mais uma vez ao pessoal da SVB Recife que organizou os eventos dos quais participei por lá e que sempre faz torcida pra eu voltar pro Brasil e sair veganizando geral. Vocês estão bem guardadinhos no lado esquerdo do peito. Beijos especiais pra Bárbara, Tiago, Marcelo, João e Josias, que me acolhem com carinho desde a primeira vez que fui aí, Lígia, Adriano, as duas Camilas, Giulia, Luana, Régia, Diego, Fátima e todas as pessoas que participaram do retiro gastronômico na Serra Negra. E um beijo especial pra Camila e Rogério, que me hospedaram na última vez que estive na cidade e quase me matam de tanto rir. Aquele áudio que vocês me mandaram ainda está no meu telefone, pra eu escutar sempre que precisar dar uma risada. Obrigada pelos convites, pela atenção e por me tratarem sempre tão bem.

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 (Comendo aveia dormida, preparada especialmente pra mim por Camila. Não reparem na minha cara amassada de quem acabou de acordar. Já Camila é linda a qualquer hora do dia.)

Espero sinceramente poder visitar mais cidades brasileiras nas férias do ano que vem, fazer mais oficinas, mais retiros gastronômicos e conhecer mais pessoas. Dessa vez quero começar a organizar tudo com bastante antecedência, pra poder participar de um número ainda maior de eventos. Quem precisa descansar nas férias, não é?

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