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Nem parece, mas já faz dois anos que o Papacapim existe. O blog foi criado em fevereiro de 2010, mas passei meses desenvolvendo o conteúdo das páginas antes de torná-lo público.  Só avisei os amigos da existência dele no mês de maio. Então decidi comemorar o aniversário do blog em abril, pra coisa ficar ainda mais bagunçada. Organização nunca foi o meu forte e lembrar datas de aniversário menos ainda.

Pra comemorar a ocasião preparei uma lista com os melhores posts Papacapim de todos os tempos.  Dividi em categorias, pois, se no início minha intensão era criar um blog de culinária vegetal, com o passar do tempo ele foi evoluindo e passei a incluir temas mais variados, como nutrição vegana, viagens, dicas práticas e até minha vida pessoal, que aparece cada vez mais frequentemente por aqui.

Dentre os posts pessoais, os mais importantes pra mim foram os seguintes:

O sítio dos meus pais, onde tem a única foto de minha mãe publicada aqui no blog e a receita de um dos meus pratos preferidos: pirão de maxixe.

O brunch que organizamos aqui em casa pra comemorar nosso casamento. Embora nossas famílias e muitos amigos estivessem longe naquele momento, os amigos que estavam presentes tentaram compensar dando amor e atenção em dobro. Foi um dia inesquecível.

Minha irmã caçula ganhou um post especial no dia do seu aniversário de 27 anos, o que parece que deixou algumas pessoas com ciúme na família. Sem a minha Lulu o mundo perderia as cores.

Também dediquei um post à minha sobrinha Luna, quando ela ainda tinha 13 primaveras, com os conselhos que eu daria à minha filha na mesma idade.

Depois de muita hesitação, resolvi escrever sobre o meu trabalho no campo de refugiados de Aida, em Belém. A reação de vocês foi tão positiva que me senti uma boba por ter hesitado durante tanto tempo, com medo de ser acusada de um monte de coisa feia por militar pelos direitos humanos na Palestina. Eu devia ter adivinhado que meus leitores são inteligentes e abertos o suficiente pra entender o meu trabalho aqui.

Os post que considero mais úteis pros veg(etari)anos, e pra qualquer pessoa querendo adotar uma alimentação mais vegetal, são:

Tudo sobre a vitamina B12. O suposto calcanhar de Aquiles do veganismo, um assunto que muita gente, vegana ou não, ainda não entendeu direito, explicado tintim por tintim.

É mais caro ser veg(etari)ano? A resposta à declaração descerebrada do diretor da ABIEC (“Vegetarianismo é coisa de elite”) que deu o que falar e rendeu o primeiro e, por enquanto, único comentário enraivado aqui no blog. Algumas semanas atrás uma leitora escreveu, entre outras coisas, “Isso é coisa de elite, sim. Queria ver se você morasse embaixo de uma ponte, estivesse lá morrendo de fome e alguém te jogasse uma fatia de bife se tu ia ser vegana”. Viva a liberdade de expressão!

Outro grande mito associado à dieta vegetal, o de que vegs sofrem de carência de proteína, foi tratado no post Proteína vegetal: muito além da soja.

A trilogia de posts sobre nutrição vegetal e organização na cozinha ( 15 dicas pra cozinhar de maneira prática, Minha rotina culinária e Como compor um cardápio vegetal equilibrado ) forneceu informações preciosas pra quem estava procurando dicas pra cozinhar melhor e de maneira mais nutritiva, sem no entanto virar escravo(a) do fogão.

Como ser vegano em uma família onívora é talvez o post mais útel de todos, pois a maioria esmagadora dos meus leitores vegs vive em famílias onívoras. Sei o quanto é duro se manter firme nas suas convicções no meio de tanta adversidade (opiniões diferentes, falta de opções pra comer em casa etc) e espero ter ascendido uma luzinha pros que procuravam conselhos pra manter seu regime vegetal sem, no entanto, entrar em conflito com seus entes queridos.

Vegano na estrada traz informações práticas pra não passar fome durante as viagens e os guias veganos de Londres, Bruxelas e Berlim ocupam um lugar especial no meu coração, pois misturam duas das minhas atividades preferidas: comer e viajar.

Eu não podia deixar de fora os post mais populares, começando pelo mais popular de todos Como preparar sementes de chia. Nunca imaginei que a sementinha ia virar coqueluche no Brasil e até hoje, meses depois de ter sido publicado, esse post ainda tem pelo menos 1200 visitas diárias e os comentários já passaram dos 300.

Tudo sobre os seus cosméticos também fez bastante sucesso e espero que esse texto tenha feito algumas pessoas repensarem seu consumo desenfreado (e tóxico) de cremes, loções e afins. As alternativas naturais que dei foram o pó dental e um desodorante feito apenas com dois ingredientes, que todo mundo tem na cozinha.

A incrível história de amor impossível entre um palestino e um israelense, da qual fui testemunha durante uma noite, emocionou muita gente.

Dentre os mais recentes, o post sobre o mito de que chocolate tem obrigatoriamente leite e a fórmula da salada-refeição (que rendeu o maior tráfego de todos os tempos aqui no blog) foram os mais populares.

Por último, mas longe de ser o menos importante, o assunto principal desse blog: receitas vegetais. É difícil escolher minhas receitas preferidas, pois se uma receita apareceu aqui é porque ela tem o selo de aprovação Papacapim, mas mentiria se dissesse que gosto de todas com a mesma intensidade. Então fiz o seguinte exercício mental: se houvesse um restaurante vegano capaz de preparar todas as receitas publicadas no blog, exatamente da maneira que eu preparo aqui na minha cozinha (sou muito, muito exigente), o que eu gostaria que tivesse no cardápio? Aqui está a resposta:

Makis com legumes crus, pasta de gengibre e algas marinhas

Salada de feijão preto e manga

Salada de batata, tofu e uva

Grão de bico catalão

Quiche de abobrinha, pimentão grelhado e tomate seco

Sopa de feijão, couve e milho

Harira

Mutabal

Crumble de pêssego

Gelato de chocolate

Muito obrigada aos leitores que acompanham esse blog, alguns desde o início, alguns há poucas semanas, e que fazem com que escrever aqui (criar receitas, contar causos, tentar ser útil) seja o trabalho mais prazeroso que tive até hoje.

Agora minha vez de perguntar. Quais são seus posts preferidos (todas as categorias misturadas)? Que tipo de informação vocês consideram mais úteis e gostariam de ver mais por aqui? Se o Papacapim fosse um restaurante e a lista de receitas publicadas aqui fosse o menu, o que vocês pediriam com mais frequência?